Yan Diomande assistiu Kylian Mbappé no Elche e depois tornou-se ele próprio o finalizador frente ao Villarreal. Essa mudança é a razão mais forte para favorecer o Real Madrid contra o Sevilla. O ataque da equipa da casa tem mais do que um destino, e o seu ajuste mais útil pode ser mudar quem faz a corrida final, em vez de acrescentar outro avançado. O Madrid continua a ter de manter cobertura suficiente no meio-campo para impedir que um ataque promissor se transforme numa transição do Sevilla.
Competição: LaLiga EA Sports 2026/27
Jornada: 9
Data e hora: 18 de outubro de 2026, 21:00 no horário de verão da Europa Central, 19:00 UTC
Local: Estádio Santiago Bernabéu, Madrid, Espanha
O encontro no Bernabéu favorece o Madrid. A sua mais recente vitória por 1-0 incluiu oportunidades falhadas por Mbappé antes de Valverde assistir outro marcador. O resultado foi tangencial, mas o ataque não dependeu de uma única via.
O problema do Sevilla é defender esses diferentes destinos sem permitir que o seu meio-campo seja desfeito. A sua oportunidade está na fase oposta: encontrar um jogador de ala com apoio antes de o Madrid recuperar de uma perda de bola.
O Madrid é a escolha, com o 2-1 a ser o resultado que melhor se ajusta. A sua variedade ofensiva supera o contra-ataque do Sevilla, desde que a escolha após a Roma preserve a proteção do meio-campo.
O que está a acontecer antes do Real Madrid vs Sevilla
O Madrid tem seis vitórias e duas derrotas no campeonato em oito jogos. O Sevilla tem quatro vitórias, um empate e duas derrotas em sete jogos. O número desigual de partidas torna a diferença pontual menos informativa do que os diferentes problemas que cada equipa enfrentou.
A vitória frente ao Villarreal restabeleceu um resultado vitorioso após a derrota no dérbi. Mbappé acertou no poste e teve uma oportunidade após um passe longo de Trent Alexander-Arnold. Thibaut Courtois também teve de intervir antes da expulsão de Vinícius Júnior, e não apenas depois. O final com dez jogadores, portanto, não pode explicar todas as dificuldades defensivas.
A vitória por 3-2 no Elche oferece um aviso diferente. O Madrid desperdiçou uma vantagem de dois golos antes de uma combinação tardia produzir o golo da vitória de Carlos Espí. As suas opções ofensivas ajudaram a recuperar o resultado; essas mesmas opções não garantiram o controlo enquanto estavam em vantagem.
A derrota do Sevilla por 1-3 frente ao Barcelona é mais útil do que uma simples comparação entre séries de vitórias. Criaram um golo inaugural credível através de Félix Correia e Youssouf Fofana, mas tiveram dificuldades depois de o Barcelona aumentar a pressão na segunda parte. Isso demonstrou uma via ofensiva contra uma oposição forte, não uma capacidade para manter essa via durante todo o jogo.
A preparação também difere. O Madrid desloca-se a Roma a 14 de outubro, recebe o Sevilla a 18 de outubro e defronta o RB Leipzig a 21 de outubro no seu calendário de outubro. O Sevilla desloca-se ao Levante a 12 de outubro antes da viagem ao Bernabéu. Os seis dias do calendário entre jogos dão ao Sevilla mais tempo de preparação do que os quatro do Madrid, sem qualquer deslocação europeia equivalente pelo meio.
Isso favorece a preparação do Sevilla, sem provar que o Madrid estará exausto. A seleção de José Mourinho continua a precisar de apoio na circulação de bola, largura e de um jogador que proteja o centro.
Análise da equipa do Real Madrid
O Madrid tem variedade ofensiva suficiente para obrigar o Sevilla a defender diferentes situações dentro do mesmo movimento. O desafio de Mourinho é utilizar essa variedade sem pedir a dois centrais que cubram todo o contra-ataque seguinte.
Formação provável: 4-2-3-1 previsto, com os papéis dos jogadores das alas e do meio-campo a mudarem durante a posse de bola.
Onze possível: Thibaut Courtois previsto; Trent Alexander-Arnold, Ibrahima Konaté, Antonio Rüdiger, Álvaro Carreras; Aurélien Tchouaméni, Federico Valverde; Arda Güler, Jude Bellingham, Yan Diomande; Kylian Mbappé.
Éder Militão continua indisponível para o Sevilla sob a avaliação da recuperação. Vinícius está provisoriamente excluído após o vermelho direto contra o Villarreal; a sanção final ainda não foi definida. Valverde e Mbappé jogaram depois de anteriores problemas físicos. Brahim Díaz oferece uma opção diferente para conduzir a bola, enquanto Espí pode proporcionar um alvo central e permitir que Mbappé se desloque mais para a ala.
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O extremo pode finalizar: A contribuição recente de Diomande inclui fazer um passe rasteiro a partir da direita no Elche e marcar contra o Villarreal. O Sevilla não pode assumir que a sua participação termina com um cruzamento. Se um médio for o fornecedor, o extremo pode ser o jogador a correr para a baliza.
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O avançado pode assistir: Mbappé assistiu Espí no golo da vitória nos minutos finais contra o Elche. Um movimento que o leva para fora do corredor central não significa necessariamente retirar a principal ameaça do Madrid do ataque, desde que outro jogador ocupe o espaço que ele deixa.
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Uma ligação com o lateral: Carreras trocou passes com Mbappé para um golo na vitória por 4-1 sobre o Rayo. Isso dá ao Madrid uma combinação mais próxima quando o extremo não consegue ultrapassar sozinho o defensor. O momento da corrida de apoio é mais importante do que simplesmente adiantar o lateral.
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Pressão com apoio: A recuperação de Brahim e a pressão de Valverde sobre o guarda-redes produziram golos contra o Inter. Os passes para trás do Sevilla podem oferecer oportunidades, mas os jogadores do Madrid mais próximos precisam de fechar juntos a linha de passe seguinte. Um avançado a pressionar sozinho deixaria uma saída mais fácil.
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Equilíbrio antes dos números: A avaliação de Mourinho sobre o Elche alertou para o risco de um compromisso ofensivo excessivo. Tchouaméni precisa de proteção à sua volta quando Valverde avança. Deixar o médio mais recuado enfrentar tanto o primeiro recetor do Sevilla como o seu apoio enfraqueceria a ameaça adicional junto à baliza.
O Madrid pode mudar o criador e o finalizador sem perder a sua referência central. Não é necessário colocar todos os atacantes em campo.
Análise da equipa do Sevilla
Luis García Plaza tem aqui um caminho credível para chegar ao golo. O Sevilla precisa de manter um avançado, uma opção aberta e um médio de apoio ligados, enquanto passa uma parte substancial do jogo a defender as combinações do Madrid.
Provável formação: 4-3-3 previsto, com um 4-4-2 como alternativa caso sejam escolhidos dois avançados centrais.
Possível XI: Odysseas Vlachodimos previsto; Juan Iglesias, Arouna Sangante, Andrés Castrín, Gabriel Suazo; Lucien Agoumé, Youssouf Fofana, Giorgi Kochorashvili; Miguel Sierra, Robbie Ure, Félix Correia.
Marcão está a recuperar de uma lesão no quadricípite direito, sem uma data de regresso definida. Suazo e Ure regressaram aos treinos após o serviço internacional. Lucas Stassin é uma alternativa para a frente de ataque, e Chidera Ejuke oferece outra opção para as alas. O jogo com o Levante pode alterar a escolha preferida.
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Um segundo destino: O primeiro golo contra o Barcelona surgiu após uma recuperação de bola, uma saída para Félix pela esquerda e a finalização de cabeça de Fofana. A chegada do médio deu ao cruzamento um destino para além do avançado. O Madrid tem de defender esse movimento, não apenas o primeiro passe.
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Uma primeira saída utilizável: A recuperação precoce de Fofana contra o Valencia foi seguida de um passe demasiado longo na direção de Stassin. Agoumé e o companheiro mais próximo precisam de uma opção mais curta quando o Madrid fecha a rota direta. Ganhar a posse de bola é inútil se o passe seguinte a devolver imediatamente.
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Responsabilidades de marcação claras: Iglesias e Suazo vão precisar de ajuda contra os atacantes das alas do Madrid. O médio de cobertura não pode simplesmente seguir a bola para fora se Bellingham estiver a ocupar o espaço deixado livre. Um extremo a recuperar junto ao lateral pode preservar a posição central desse médio.
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Acesso às bolas paradas: Kochorashvili serviu para o cabeceamento de Iglesias na vitória por 1-0 sobre o Valencia. Uma falta conquistada durante uma saída pode, portanto, ser útil mesmo quando o Sevilla não consegue sustentar um ataque mais longo. Os jogadores fora da área continuam a ter de proteger o primeiro alívio.
Um segundo avançado acrescentaria um alvo, mas retiraria um médio ao trabalho defensivo. O Sevilla precisa de preservar o apoio para ambas as fases.
Comparação linha a linha
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Área |
Vantagem |
Porque é importante |
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Saída ofensiva mais longa |
Real Madrid |
O passe de Trent para as costas da defesa do Villarreal deu a Mbappé uma oportunidade sem exigir uma sucessão de passes curtos pelo centro. |
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Combinações com os laterais |
Real Madrid |
A troca de passes entre Carreras e Mbappé contra o Rayo dá ao Sevilla mais elementos para defender do que um extremo isolado. |
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Alterar o jogador que finaliza |
Real Madrid |
Diomande recentemente serviu Mbappé e depois tornou-se marcador a partir de um passe de Valverde. |
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Alvo central adicional |
Real Madrid |
O golo da vitória de Espí pelo Elche demonstra uma opção que permite a Mbappé tornar-se o assistente, em vez de ser o único alvo na área. |
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Oportunidades após recuperações altas |
Equilibrado |
O Madrid converteu a pressão contra o Inter, enquanto a recuperação de Fofana frente ao Valencia criou uma oportunidade que o passe seguinte do Sevilla desperdiçou. |
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Formas de marcar em bolas paradas |
Equilibrado |
O Madrid criou oportunidades de cabeça contra o Rayo, e o Sevilla venceu o Valencia através de um cabeceamento de Iglesias na sequência de um livre. |
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Intervenções recentes dos guarda-redes |
Equilibrado |
Courtois contra o Villarreal e Vlachodimos contra o Barcelona fizeram defesas importantes, sem demonstrarem uma vantagem comparável ao longo de toda a época. |
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Intervalo de preparação |
Sevilla |
O Sevilla tem seis dias de calendário após o Levante, enquanto o Madrid tem quatro depois da deslocação a Roma. |
O Madrid tem uma variedade mais ampla de opções ofensivas interligadas. A resposta mais útil do Sevilla é uma saída que obrigue o meio-campo da equipa da casa a recuar em direção à própria baliza antes de começar o ataque seguinte do Madrid. Essa relação é mais importante do que contar linhas favoráveis: os visitantes não precisam de criar com tanta frequência se conseguirem atacar o espaço deixado para trás pelo Madrid.
Duelo táctico fundamental
O Madrid deve tentar fazer com que o Sevilla altere quem defendem como fornecedor e quem acompanham em direção à baliza.
Quando Diomande recebe no exterior, o lateral do Sevilla tem uma primeira tarefa clara: enfrentá-lo sem permitir uma passagem fácil em direção à área. O médio mais próximo pode ajudar, mas essa assistência deixa outro jogador responsável pelo espaço interior.
Madrid pode dificultar a decisão ao devolver a bola a Arda ou Valverde e lançar Diomande. O lateral terá então de passar de defender um drible para acompanhar uma desmarcação, enquanto o médio de cobertura terá de fechar um novo passador. A posição central de Mbappé pode dissuadir Sangante ou Castrín de se aproximarem demasiado dessa desmarcação.
Se o Sevilla mantiver o lateral por dentro e proteger o corredor, Madrid tem outra opção. O jogador aberto pode conservar a bola tempo suficiente para Carreras ou um médio próximo oferecer uma combinação, com Bellingham à espera de um passe posterior em vez de ocupar exatamente a posição de Mbappé.
O timing é importante. Uma desmarcação antes de o passador poder olhar em frente pode apenas eliminar uma opção de passe; não fazer desmarcação permite ao Sevilla reorganizar-se.
O golo da vitória frente ao Villarreal é relevante porque Valverde serviu Diomande depois de Madrid alterar a sua organização pelo lado direito. Isso não demonstra que Valverde deva começar todos os jogos como lateral-direito. O princípio útil é criar um novo ângulo de passe com um jogador preparado para o aproveitar.
O Sevilla pode resistir mantendo o lateral responsável pela desmarcação e fazendo o médio pressionar o novo passador. A recuperação do seu extremo ajudaria a evitar que dois defesas fossem atraídos para o mesmo jogador.
Madrid precisa de ter Tchouaméni e o defesa do lado oposto preparados para que a tentativa de jogada falhe. Se o Sevilla recuperar a bola e encontrar Félix com Fofana a avançar, o ataque da equipa da casa não se limitou a quebrar. Ofereceu aos visitantes a situação que eles pretendem.
Madrid precisa de preservar a cobertura enquanto obriga o Sevilla a alterar as suas responsabilidades. Outro atacante é menos útil do que acertar nessa relação.
O que o Real Madrid precisa de fazer
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Alterar o ponto de passe: Usar Arda ou Valverde quando o atacante aberto encontrar dois defesas, dando a Diomande a opção de se desmarcar nas suas costas em vez de cruzar repetidamente a partir de uma posição congestionada.
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Preservar a referência central: Se Mbappé entrar num corredor, Bellingham ou outro avançado deve ocupar a zona que ele deixa, para que os centrais do Sevilla não possam deslizar para esse lado sem terem de tomar uma decisão.
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Manter cobertura perto de Tchouaméni: O médio mais próximo ou o defesa do lado oposto deve continuar disponível para desafiar o primeiro passe apoiado do Sevilla, em vez de deixar o jogador mais recuado a defender dois adversários.
O que o Sevilla precisa de fazer
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Proteger o jogador que entra por dentro: O médio que ajuda Iglesias ou Suazo precisa de verificar o espaço atrás de si antes de se aproximar do extremo de Madrid.
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Dar uma alternativa a Agoumé: Oferecer um passe curto de apoio quando o Madrid fecha o caminho para Ure, permitindo ao Sevilla manter a bola tempo suficiente para surgir uma opção pela ala.
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Enviar um médio com Félix: A chegada de Fofana pode dar à saída uma segunda opção útil, desde que os restantes médios mantenham as suas posições defensivas.
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Usar faltas para construir um ataque: Um livre conquistado durante uma saída permite ao Sevilla fazer avançar alvos aéreos específicos sem ter de forçar imediatamente um cruzamento sem apoio.
Perspetiva do Mercado de Previsões da Toobit
A vantagem territorial do Madrid teria mais significado se os seus ataques obrigassem regularmente um defesa do Sevilla a virar-se e a acompanhar um corredor diferente. Cruzamentos na direção de Mbappé contra uma dupla de centrais já posicionada ofereceriam uma imagem menos convincente.
Ao intervalo, as oportunidades centrais falhadas sustentariam uma leitura diferente da posse mantida fora do bloco do Sevilla. Nem o resultado nem o facto de jogar em casa, por si só, estabelecem que um golo está para chegar.
O ponto de referência do Sevilla é o apoio em torno do primeiro passe para a frente. Félix a receber com Fofana disponível por dentro colocaria mais dificuldades à preferência do Madrid do que Ure a perseguir sozinho um alívio. Essas ligações, e a capacidade do Madrid para manter a cobertura quando muda o ataque, são os aspetos mais úteis a observar.
Cenários do jogo
Cenário 1: O Madrid marca primeiro sem abrir o meio-campo
O Sevilla precisaria de mais apoio em torno do seu avançado, mas o Madrid não teria de trocar ataques.
Manter um médio mais recuado permitiria ao Madrid explorar o espaço fora dos centrais visitantes enquanto o Sevilla avança. Enviar os dois laterais para a frente em todos os ataques tornaria a vantagem menos segura.
Este é o caminho mais claro para a alternativa do 2-0, desde que a primeira saída do Sevilla continue difícil de ligar.
Cenário 2: Empate ao intervalo com o Madrid a criar oportunidades centrais
Mourinho teria razões para preservar as combinações que já estão a criar oportunidades. Um jogador fresco poderia melhorar a finalização ou acrescentar uma corrida diferente sem alterar todo o meio-campo.
Uma parte sem golos construída em torno de uma posse inofensiva pelas alas exigiria uma resposta diferente. Brahim poderia ajudar a ligar o ataque existente; Espí poderia oferecer outro alvo. A escolha deve seguir a ação em falta. Outro avançado não consegue resolver um passe que nunca chega à área.
Cenário 3: O Sevilla está em vantagem e continua a sair com apoio
Isto colocaria a preferência do Madrid sob a sua maior pressão. Os visitantes poderiam defender mais perto da sua área, deixando disponível um alvo adiantado e um receptor aberto.
O Madrid enfrentaria então um problema de escolha, não simplesmente uma necessidade de atacar mais depressa. Retirar um médio para acrescentar Espí poderia melhorar o próximo cruzamento, mas também tornar mais fácil o próximo passe para a frente de Agoumé. Subir os dois laterais poderia proporcionar outro cruzamento, ao mesmo tempo que daria mais espaço a Félix para receber.
O Sevilha teria de preservar a relação que criou a vantagem. Ure a ocupar um central, Félix a receber por fora e um médio a chegar por dentro fariam o Madrid hesitar antes de enviar outro jogador para a frente. Recuar os três demasiado fundo eliminaria essa contenção e permitiria aos anfitriões manter a pressão.
Vários ataques distintos do Sevilha utilizando essa ligação seriam mais convincentes do que um golo resultante de um ressalto isolado.
Se os visitantes continuassem a escapar em jogo aberto, um empate a 1-1 tornar-se-ia uma expectativa mais forte. O Madrid continuaria a ter uma forma de chegar ao empate, mas a procura pelo golo da vitória poderia tornar-se cada vez mais dispendiosa defensivamente.
Jogadores-chave a observar
1. Kylian Mbappé, do Real Madrid
Em Elche, Mbappé tornou-se o jogador que assistiu Espí, em vez de ser aquele que finalizou. Essa é uma referência mais reveladora para o Sevilha do que apenas o número de golos.
Sangante e Castrín teriam de escolher entre acompanhá-lo em direção ao lado da área ou permanecer centrais. O Madrid precisa de outro jogador a ocupar o espaço que ele deixa; caso contrário, os defesas podem deslizar para esse lado sem expor a baliza.
A sua ameaça não se limita, portanto, à finalização. Escolher quando soltar a bola pode tornar a oportunidade de um colega melhor do que a sua própria.
2. Yan Diomande, do Real Madrid
O envolvimento de Diomande mudou consoante o corredor e o papel. O Sevilha precisa de defender mais do que uma repetição do seu golo mais recente.
Ele precisa de reconhecer quando deve continuar a conduzir a bola e quando deve devolvê-la e atacar o espaço para lá do lateral. Uma desmarcação feita enquanto o passador está preparado pode forçar uma troca defensiva; uma condução em direção à linha de fundo sem um alvo pode deixar o Madrid com pouco a mostrar depois de ultrapassar o primeiro defesa.
Essa decisão dá à sua exibição mais importância do que o número de duelos isolados que vence.
3. Federico Valverde, do Real Madrid
O ajuste posicional contra o Villarreal colocou Valverde a lateral-direito depois de Trent sair. A sua subida a partir dessa posição antecedeu o passe para o golo de Diomande.
Contra o Sevilla, o valor de o fazer avançar dependeria do que acontecesse ao meio-campo que ele deixa. A aproximação de Arda pode melhorar a ligação no passe, mas o Madrid continua a precisar de alguém capaz de enfrentar o próximo recetor visitante.
Valverde pode ajudar a resolver um problema ofensivo a partir de mais do que uma posição. Mourinho tem de garantir que a solução não cria uma vaga defensiva noutro lugar.
4. Jude Bellingham do Real Madrid
Bellingham concluiu um cruzamento atrasado contra o Rayo e ajudou a iniciar a jogada que produziu o golo da vitória tardio em Elche. Essas ações ilustram por que razão não deve ficar confinado a esperar atrás de Mbappé.
Aqui, a sua chegada precisa de complementar o movimento do avançado. Se Mbappé arrastar um defesa para o corredor, Bellingham pode atacar o espaço interior. Se o avançado permanecer no centro, uma posição mais atrasada pode deixá-lo disponível para o passe nas costas do primeiro desarme.
O cruzamento contra o Rayo veio de Vinícius, que está excluído da equipa prevista. O papel de Bellingham como recetor continua a ser útil, mas o novo fornecedor tem de estabelecer essa ligação, em vez de a herdar automaticamente.
5. Félix Correia do Sevilla
O cruzamento de Félix para Fofana contra o Barcelona dá ao Sevilla uma referência ofensiva específica. Um jogador de faixa tinha a bola e um médio forneceu a finalização.
No Bernabéu, precisa de receber suficientemente cedo para enfrentar um defesa em recuperação e depois escolher entre avançar, encontrar Ure ou utilizar o jogador que entra por dentro. Uma receção isolada deixá-lo-ia a proteger a bola enquanto a oportunidade desaparece.
Previsão
O Madrid tem mais formas de alterar as marcações defensivas do Sevilla, incluindo passes nas costas da linha, combinações através de um lateral e a mudança do autor do golo final. O apoio à saída do Sevilla e a ameaça nas bolas paradas apontam para uma vitória caseira apertada, em vez de uma baliza inviolada confortável.
Perspetiva de probabilidades para 90 minutos mais tempo de compensação:
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Vitória do Real Madrid: 63%
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Empate: 23%
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Vitória do Sevilla: 14%
Previsão do resultado principal:
Real Madrid 2-1 Sevilla
Previsões de resultados alternativas:
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Real Madrid 2-0 Sevilla se os anfitriões protegerem o primeiro alívio e deixarem repetidamente o avançado do Sevilla sem uma linha de passe de apoio utilizável.
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Real Madrid 1-1 Sevilla se os visitantes mantiverem saídas apoiadas e a seleção do Madrid após o jogo com a Roma tiver dificuldades em ligar o meio-campo ao ataque.
A pontuação principal proporciona ao Sevilla uma oportunidade de ataque credível, sem tornar a sua abordagem no caso geral mais forte. O equilíbrio do Madrid depois da Roma é a maior incerteza. Uma seleção que melhore a distribuição da bola, mas enfraqueça a recuperação, tornaria a preferência pela equipa da casa menos convincente.
Perspetiva do jogo
O Madrid é a escolha porque o mesmo ataque pode proporcionar ao Sevilla diferentes fornecedores e finalizadores. A melhor resposta à defesa compacta é o movimento coordenado, não um aumento automático do número de avançados.
O Sevilla pode enfraquecer esse argumento ao encontrar repetidamente Félix com um jogador a entrar pelo interior antes de o Madrid recuperar. Se esse padrão se tornar fiável, o empate merece mais peso. Até lá, a variedade de soluções do Madrid faz da vitória caseira por um golo o melhor prognóstico.
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