O primeiro cabeceamento do Granada pode travar um cruzamento sem pôr fim ao ataque do Atlético. O duelo mais importante surge um segundo depois: Daniela Miñambres ou Elene Guridi conseguirão recolher o alívio e lançar uma jogadora, ou Fiamma Benítez e Maite Zubieta devolverão a bola a uma área que ainda não se reorganizou? Essa segunda ação separa a estratégia do Granada para surpreender da pressão territorial que o Atlético está preparado para manter.
Competição: Liga F Moeve 2026/27
Jornada: 9.ª jornada
Data e hora: 31 de outubro de 2026, 12:00 CET, 11:00 UTC
Local: Ciudad Deportiva Granada CF, Granada, Espanha
O Atlético chega com o ataque mais forte e uma maior variedade de criadoras. Marcou 18 golos em oito jogos do campeonato, e os dois últimos jogos em casa terminaram com vitórias por 4-0. Esses resultados exigem alguma moderação. O Madrid CFF desmoronou antes do intervalo, o Valencia chegou à jornada sem qualquer ponto, e os quatro primeiros jogos fora do Atlético produziram apenas uma vitória e nenhuma baliza inviolada.
O Granada tem um caminho mais estreito, mas reconhecível. Os seus três golos em Logroño foram de cabeça, enquanto o golo da vitória em Badalona surgiu de um livre lateral e do segundo contacto. O Atlético continua a ser a escolha, mas uma probabilidade de 58% fora deixa espaço para uma equipa do Granada capaz de transformar uma ação defensiva numa saída apoiada ou numa bola parada útil.
O que está a acontecer antes do Granada CF frente ao Atlético de Madrid
O Atlético tem 15 pontos em oito jogos da Liga F, com cinco vitórias e três derrotas. O Granada tem 10 pontos após sete jogos, com três vitórias, um empate e três derrotas. O seu oitavo jogo será frente ao Barcelona, mais tarde, a 24 de outubro, sete dias antes da visita do Atlético a Granada.
Os resultados mais recentes da equipa visitante parecem contundentes. Synne Jensen marcou duas vezes na vitória por 4-0 sobre o Madrid CFF, enquanto Celia Segura contribuiu com um golo e uma assistência antes do intervalo. Depois, o Atlético venceu o Valencia pelo mesmo resultado, através de quatro jogadas diferentes: o calcanhar de Celia isolou Jensen, Zubieta marcou diretamente de um livre, Gio reagiu a uma bola solta e Natalia Peñalvo rematou de longe.
Essa variedade é uma evidência útil. A dimensão das vitórias é menos transportável. Anteriormente, o Atlético precisou de um único golo contra o Logroño e recuperou de um empate para vencer por 2-1 no Deportivo. As derrotas fora contra o Barcelona e o Athletic aconteceram frente a adversários fortes, mas sofrer golos em todos os jogos fora continua a dar ao Granada um alvo credível.
A vitória do Granada por 3-2 em Logroño mostrou a versão mais clara do seu ataque. Jenni López cruzou para Bárbara López ao segundo poste, e o Granada marcou mais dois golos de cabeça em quatro minutos. O cartão vermelho de Miku Kojima obrigou depois a equipa a proteger a vantagem com 10 jogadoras. O Granada ainda terá de defrontar o Barcelona antes deste jogo, pelo que essa partida pode alterar a escolha defensiva, o panorama disciplinar e a condição física de base considerados aqui.
Análise da equipa do Granada CF
Adrián Martín pode utilizar um 3-4-2-1 que se transforma numa linha de cinco sem bola. A estrutura protege o centro e dá ao Granada vários alvos aéreos, mas pode deixar a primeira jogadora a receber a bola separada do meio-campo. Miñambres tem de encurtar essa distância antes de o Atlético recuperar o alívio.
Provável formação: 3-4-2-1
Possível onze, previsto: Yohana Gómez; Jenni López, Jujuba, Leles; Blanca Muñoz, Daniela Miñambres, Vera Molina, Paula Perea; Elene Guridi, Naiara Sanmartín; Bárbara López.
Yohana foi titular nos dois jogos mais recentes já concluídos do Granada, embora três guarda-redes tenham sido titulares em jogos do campeonato. O cartão vermelho direto de Miku em Logroño torna a sua elegibilidade dependente da decisão disciplinar e do jogo com o Barcelona. Se estiver disponível, pode substituir Vera e acrescentar uma presença defensiva mais consolidada. Raquel Gil oferece mobilidade e remate nas costas da avançada, enquanto Bárbara continua a ser a referência aérea mais clara.
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Primeira opção de saída: Bárbara ou Naiara têm de fazer mais do que disputar o alívio. Um primeiro toque controlado ou um cabeceamento direcionado tem de chegar a Miñambres antes de o meio-campo do Atlético fechar a segunda bola.
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Ocupação do segundo poste: Os três golos de cabeça do Granada em Logroño surgiram de mais do que um alvo. A jogadora que vem do lado contrário tem de chegar para lá da lateral do Atlético, enquanto Bárbara ocupa a defesa central.
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Contenção das alas: Paula Perea e Blanca Muñoz não podem avançar ao mesmo tempo. Uma pode atacar o corredor exterior, mas a outra tem de proteger o espaço que Celia ou Gio utilizaria após uma perda de bola.
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Execução das bolas paradas: Leles e Jenni dão ao Granada uma via que não exige jogar através do meio-campo do Atlético. O cruzamento só se torna valioso se Guridi, Jujuba ou Raquel continuar ligada ao segundo contacto.
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Proteção da área: O Granada sofreu um golo de canto contra o Deportivo e outro na recarga de uma bola parada contra a Real Sociedad. Ganhar o primeiro duelo aéreo não será suficiente se Fiamma ou Zubieta ficar livre à entrada da área.
O Granada pode defender em bloco baixo sem se tornar inofensivo. A sua oportunidade depende de transformar o primeiro alívio num passe ou numa situação de bola parada antes de o Atlético recuperar a pressão.
Análise da equipa do Atlético de Madrid
David González tem utilizado sobretudo um 4-3-3. Fiamma liga o meio-campo à linha da frente, Zubieta protege a jogada seguinte e as avançadas das alas colocam problemas diferentes. Celia combina rapidamente à entrada da área, enquanto Gio conduz mais diretamente e Jensen fixa as defesas centrais.
Formação provável: 4-3-3
Onze provável: Gene; Lucía Rodríguez, Lauren Leal, Viola Calligaris, Rosa Otermín; Maite Zubieta, Fiamma Benítez, Henrietta Csiszár; Celia Segura, Synne Jensen, Gio Queiroz.
Gene foi titular contra o Valencia após a expulsão de Lola Gallardo frente ao Madrid CFF. Lola poderá regressar se já tiver cumprido a suspensão, mas a posição de guarda-redes não está definida nesta projeção. Natalia pode substituir Csiszár e acrescentar mais um remate da segunda linha. Luany oferece uma condução mais direta, enquanto Jenni Hermoso regressou de lesão e entrou como suplente nos dois jogos mais recentes.
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Ligação no meio-campo: Fiamma deve receber para lá da primeira linha avançada do Granada, e não ao lado das defesas centrais. Um primeiro toque orientado para a frente permite-lhe encontrar Jensen, variar o jogo para Gio ou acompanhar o ataque até à zona da recarga.
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Movimento das alas para dentro: Celia ou Gio podem atrair a ala do Granada para fora. Jensen deve então ocupar a defesa central exterior, enquanto a avançada do lado oposto ataca o espaço que se abre por dentro.
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Segurança nas segundas bolas: A posição de Zubieta atrás do ataque é central para a previsão. Se recolher o primeiro alívio, o Atlético pode atacar uma linha de cinco defesas que se está a deslocar para fora, em vez de uma linha já organizada.
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Equilíbrio defensivo fora de casa: As duas laterais não devem avançar na mesma linha. Ao Granada basta um toque seguro de Bárbara e uma corrida de apoio para expor o corredor junto às defesas centrais que restarem.
A vantagem do Atlético vem do número de formas como pode concluir um ataque. Diminui quando a sua pressão pelas alas deixa pouca proteção atrás do primeiro duelo.
Comparação linha a linha
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Área |
Vantagem |
Porque é importante |
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Envolvimento da guarda-redes |
Equilibrado |
O Granada dividiu as titularidades por três guarda-redes, enquanto a escolha do Atlético entre Gene e Lola também continua por definir. |
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Progressão defensiva |
Atlético de Madrid |
Fiamma e Zubieta oferecem às visitantes uma rota mais estável desde a primeira linha até aos espaços do meio-campo ofensivo. |
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Duelo pelas alas |
Atlético de Madrid |
As combinações de Celia e as arrancadas de Gio podem testar tanto a ala do Granada como a central exterior. |
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Acesso ao meio-campo |
Atlético de Madrid |
A atual produção de Fiamma em golos e assistências dá ao Atlético uma recebedora produtiva atrás da primeira pressão do Granada. |
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Resistência à pressão |
Atlético de Madrid |
As visitantes têm mais opções de passe curto, embora os seus resultados fora mostrem que a primeira saída nem sempre protegeu a fase seguinte. |
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Transições |
Equilibrado |
O Atlético tem jogadoras com maior capacidade para conduzir a bola, mas as suas laterais avançadas criam o espaço que o primeiro passe apoiado do Granada procura atacar. |
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Ocupação da área de penálti |
Atlético de Madrid |
Jensen, Celia, Gio e uma médio de apoio podem ameaçar a primeira finalização, a recarga e o corredor do segundo poste numa só sequência. |
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Bolas paradas e controlo aéreo |
Equilibrado |
Os cabeceamentos recentes do Granada e os cruzamentos de Leles são equilibrados pela ameaça direta de Zubieta e pela cobertura do Atlético à segunda bola. |
O Atlético detém a vantagem mais abrangente porque o seu acesso ao meio-campo, a largura e a ocupação da área formam uma só sequência ofensiva ligada. As bolas paradas e as transições do Granada são mais importantes do que o número de linhas: qualquer uma pode contornar as zonas controladas pelo Atlético e transformar um período de pouca posse numa oportunidade de golo.
Batalha tática fundamental
A rota mais limpa do Atlético começa com Fiamma ou Zubieta a fazer a bola chegar a uma recebedora aberta. A ala do Granada recua na direção de Celia ou Gio, e a central exterior tem então de decidir se protege a linha ou se sai para a zona interior. A posição de Jensen torna essa decisão desconfortável. Seguir a recebedora aberta pode deixá-la com uma defensora mais perto da baliza; manter-se por dentro pode conceder o cruzamento ou o passe atrasado.
O primeiro cruzamento é apenas uma parte do ataque. O Granada pode afastar a bola de cabeça, mas a sua linha de cinco já estará a recuar na direção da própria baliza e o seu meio-campo terá encurtado na direção da bola. Se Zubieta ou Fiamma ficar com o alívio, o Atlético pode enviar o passe seguinte para uma área onde as marcações já mudaram.
O Granada pode interromper o ciclo com um primeiro contacto orientado. Bárbara pode desviar a bola para Miñambres, ou Naiara pode receber nas costas da lateral avançada do Atlético. A central mais próxima terá então de sair da linha defensiva, e o Granada pode conquistar um cruzamento, uma falta ou um lançamento lateral antes de as visitantes recuperarem a sua organização.
A distinção é pequena num relatório de jogo e decisiva no campo. Dez alívios do Granada ainda podem significar que o Atlético controla o jogo se todas as segundas bolas regressarem a Fiamma. Duas saídas controladas podem obrigar as laterais a começar mais atrás e retirar uma das recetoras ofensivas do Atlético.
O que o Granada CF precisa de fazer
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Orientar o cabeceamento: Bárbara, Jujuba e Leles devem enviar o primeiro contacto na direção de Miñambres ou da linha lateral, em vez de aliviarem para o espaço central que o Atlético já ocupa.
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Manter uma jogadora adiantada: Se Guridi e Naiara baixarem ambas para junto das laterais, o Granada ficará sem uma recetora para lá do primeiro duelo. Uma delas deve permanecer disponível no exterior da lateral do Atlético.
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Proteger o segundo contacto: A médio que não apoiar a saída deve manter-se perto de Fiamma. O Granada não pode permitir que a principal jogadora de ligação do Atlético receba a bola já de frente para a baliza.
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Conseguir cruzamentos úteis: O Granada deve recorrer a cruzamentos antecipados e a livres laterais enquanto as centrais do Atlético ainda estão a virar-se. Uma posse lenta dá tempo às visitantes para estabelecerem os seus duelos aéreos.
O Granada não precisa de ter uma grande percentagem de posse de bola. Precisa de controlar o suficiente as duas primeiras ações para obrigar o Atlético a reconsiderar quantas jogadoras pode lançar no ataque.
O que o Atlético de Madrid precisa de fazer
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Movimentar a central exterior: Uma combinação curta de Celia ou uma condução direta de Gio deve obrigar uma defensora a sair da linha defensiva do Granada antes de Jensen atacar o espaço central.
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Recuperar atrás do cruzamento: Zubieta e a médio do lado oposto devem antecipar para onde o Granada vai aliviar. O seu posicionamento pode transformar um cruzamento bloqueado na melhor oportunidade das visitantes na sequência.
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Desfasar as laterais: Uma lateral pode apoiar a área enquanto a outra se mantém ligada às centrais. Isso protege contra a primeira saída do Granada sem retirar largura ao Atlético.
O Atlético deve colocar o Granada perante várias questões ligadas entre si. Limitar-se a aumentar o número de cruzamentos favoreceria a melhor evidência atual da equipa da casa.
Perspetiva do Toobit Prediction Market
Os dois primeiros alívios do Granada oferecem um teste imediato à tendência favorável às visitantes. Se ambos regressarem a Fiamma ou Zubieta, o Atlético está a controlar a ação que realmente importa. Se um chegar a Miñambres com Naiara ou Guridi a avançar para lá dela, a via da equipa da casa está a funcionar.
Um resultado empatado ao intervalo não significaria o mesmo para ambas as equipas. O Granada poderia manter a linha de cinco e esperar por uma bola parada. O Atlético ainda teria Natalia, Luany ou Jenni Hermoso disponíveis para alterar as posições de receção em torno de Jensen.
O primeiro golo altera drasticamente o risco. Uma vantagem do Granada daria a Bárbara um papel de saída mais claro e obrigaria as laterais do Atlético a avançar. Um golo inaugural do Atlético forçaria o Granada a adiantar uma ala ou uma atacante de apoio, criando mais espaço para Celia ou Gio na transição seguinte.
Cenários do jogo
Cenário 1: o Granada CF marca primeiro
Este é o maior desafio à estimativa de 58% de vitória fora. O Granada poderia baixar ambas as alas, manter três defesas centrais e deixar Bárbara disponível para o primeiro passe. O Atlético responderia aproximando Fiamma de Jensen e adiantando pelo menos uma lateral para lá da linha média do Granada.
Essa resposta aumenta o volume de cruzamentos, mas também alarga o canal que o Granada pretende explorar. Naiara ou Guridi teriam mais espaço por fora da defesa-central mais próxima se Bárbara ganhar o primeiro duelo. O Granada não pode abdicar dessa saída e passar o resto do jogo a defender a sua área. Isso deixaria Fiamma e Zubieta livres para reciclar cada alívio.
O Atlético pode alterar o ataque através do remate de Natalia, das conduções de Luany ou das combinações centrais de Jenni Hermoso. A mudança útil seria um ângulo de receção diferente, não simplesmente outra jogadora à espera na área. Um empate 1-1 torna-se o resultado condicional mais provável se o Granada marcar primeiro e mantiver uma saída apoiada.
Cenário 2: empate ao intervalo
O Granada ganharia confiança por chegar ao intervalo sem permitir que o Atlético se destacasse. As bolas paradas e as movimentações ao segundo poste tornar-se-iam mais importantes à medida que o jogo ficasse mais fechado, enquanto o registo fora de casa do Atlético manteria o empate em aberto.
As visitantes continuariam a ser mais propensas a marcar, porque o seu banco pode alterar tanto o meio-campo como as opções pelos corredores. Recuperações repetidas das segundas bolas apontariam para um 0-1 ou 1-2 tardio. Se Miñambres começar a recolher essas bolas, o 1-1 torna-se o resultado mais adequado.
Cenário 3: o Atlético de Madrid marca primeiro
O Granada teria de libertar uma ala mais cedo e colocar outra jogadora mais perto de Bárbara. Isso reduz a proteção junto à defesa-central exterior, dando a Celia ou Gio um corredor maior para receber e conduzir a bola.
A tarefa do Atlético seria continuar a atacar sem enviar os dois laterais para a frente. Se protegerem a primeira saída do Granada enquanto continuam a ocupar a área, o resultado de 0-2 torna-se a alternativa mais forte à previsão principal.
Jogadoras-chave a observar
1. Daniela Miñambres, do Granada CF
Miñambres jogou todos os minutos de campeonato disponíveis nos primeiros sete jogos do Granada e fez duas assistências. O seu trabalho mais importante aqui começa depois de uma defesa ou de Bárbara fazer o primeiro contacto.
Tem de chegar suficientemente perto para receber o alívio orientado, virar-se antes de Fiamma a pressionar e decidir se o passe seguinte deve sair para a ala ou voltar para a avançada. Se Zubieta chegar repetidamente primeiro à bola, o trabalho defensivo do Granada apenas dará início a outro ataque do Atlético. Miñambres é central para o argumento do contra-ataque da equipa da casa porque liga o alívio à jogadora que aparece em corrida.
2. Bárbara López, do Granada CF
Bárbara marcou dois golos de cabeça em Logroño e oferece ao Granada uma referência fixa contra a pressão direta. O seu valor não se limita à finalização de cruzamentos. Pode ocupar uma defesa-central, desviar o primeiro passe longo e criar os poucos segundos de que Miñambres ou Naiara precisam para avançar.
O isolamento é a condição para o fracasso. Se Lauren Leal ganhar o duelo e Zubieta recolher a bola solta, o Atlético pode reiniciar a jogada antes de as alas do Granada abandonarem a última linha.
3. Fiamma Benítez, do Atlético de Madrid
Fiamma registou três golos e três assistências nas suas primeiras sete aparições no campeonato e manteve-se no onze inicial frente ao Valencia. Os números descrevem a sua produção; a sua localização explica por que razão isso é importante em Granada.
Pode receber atrás da primeira avançada, acompanhar um ataque pela ala até à entrada da área e recolher o alívio sem ocupar o espaço de finalização de Jensen. O Granada pode travar o Atlético mantendo Miñambres suficientemente perto para impedir esse primeiro toque orientado para a frente. Se Fiamma se virar repetidamente, as visitantes continuarão a atacar uma defesa em movimento.
4. Synne Jensen, do Atlético de Madrid
Jensen foi titular em todos os oito jogos do campeonato e marcou sete golos, incluindo finalizações após um ressalto e um cruzamento frente ao Madrid CFF, antes de voltar a marcar contra o Valencia. O seu papel atual combina uma ocupação central fixa com movimentos curtos através da defesa-central exterior.
O Granada pode sobreviver ao primeiro cruzamento se Jujuba e Leles se mantiverem ligadas. O problema mais difícil surge quando Jensen fixa uma defensora e Celia ataca o espaço ao lado dela. O movimento de Jensen é previsível porque determina se a progressão pelo corredor de Atlético se transforma num cruzamento rotineiro ou numa ocasião central.
5. Jenni Hermoso, do Atlético de Madrid
Jenni regressou de lesão e entrou como suplente frente ao Madrid CFF e ao Valencia. Esses minutos estabelecem-na como opção no banco, não como titular automática.
O papel mais útil para ela aqui seria receber perto de Jensen, em vez de substituir todos os elementos do papel de ponta de lança. Se o meio-campo do Granada se fechar em torno de Fiamma, Jenni pode oferecer uma segunda parede central e arrastar uma defesa-central para longe da marca de penálti. A sua relevância depende de o jogo permanecer empatado tempo suficiente para o Atlético precisar de uma ligação diferente, e não apenas de mais uma jogadora a atacar a profundidade.
Previsão
O Granada tem uma via real através de cruzamentos aéreos, segundas bolas e do espaço atrás das laterais do Atlético. Ainda assim, o Atlético possui o ataque mais repetível. Fiamma e Zubieta conseguem manter a pressão, as avançadas pelas alas podem alterar a decisão da defensora, e Jensen dá a essas ações um destino fixo dentro da área.
Probabilidades:
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Vitória do Granada CF: 18%
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Empate: 24%
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Vitória do Atlético de Madrid: 58%
Previsão do resultado principal:
Granada CF 1-2 Atlético de Madrid
Previsões alternativas do resultado:
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Granada CF 1-1 Atlético de Madrid se o Granada chegar ao intervalo empatado ou ligar repetidamente o primeiro alívio a Miñambres e Bárbara.
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Granada CF 0-2 Atlético de Madrid se as visitantes marcarem primeiro e continuarem a recuperar as segundas bolas junto à área do Granada.
O jogo do Granada em Barcelona é o maior dado futebolístico ainda por resolver. Pode alterar o onze, a carga de trabalho e as evidências sobre a capacidade da equipa para escapar a uma pressão de elite. A previsão de 2-1 continua a ser a melhor opção neste momento, porque o Atlético tem mais formas de criar perigo, enquanto os golos sofridos fora e a ameaça aérea do Granada apontam contra uma margem mais larga.
Perspetiva do jogo
O Atlético de Madrid é a escolha porque o seu primeiro ataque não tem de ser perfeito. Fiamma e Zubieta podem recuperar o alívio, e Celia, Gio ou Jensen podem atacar a área reorganizada a partir de posições diferentes.
O Granada pode tornar essa vantagem frágil ao direcionar o primeiro cabeceamento para Miñambres e manter uma jogadora aberta para lá da lateral do Atlético. A qualidade dos seus lances de bola parada acrescenta outra via se as saídas em jogo corrido forem raras.
A previsão muda se o Granada completar repetidamente esse primeiro passe apoiado. Até lá, a pressão coordenada do Atlético faz da vitória fora por 2-1 a aposta mais provável.
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